quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Maní - O badalado restaurante da Fernanda Lima - o 36o melhor restaurante do mundo.

A chef Helena Rizzo faz maravilhas em seus pratos.

Frequento o lugar praticamente desde a abertura (gente, sinto falta do carpaccio de polvo!rs). E minha primeira experiência em 2007 foi o famoso talharim de pupunha, que na época, eu só tinha visto por lá. Ninguém nem tinha ouvido falar.

A sobremesa, que pedi na minha segunda ou terceira ida à casa, continua a mesma até hoje: o OVO. Nunca mais, sem exageros, pedi outra. É um sorvete de gemada, servido graciosamente sobre coco queimado e envolto por uma espuma de coco. Como rezando. Olha só ela aí:


couvert também não muda: o biscoito de polvilho é sensacional e vem num saquinho de estopa, com pães. De entrada, pedimos o espetinho de polvo, muito bom (ainda vou testar os bombons e a batata com rosbife):


Como pratos principais, já testei o atum e também o polvo, que adorei.

Mas, desta última vez (fui no sábado), escolhi a moqueca de peixe. NOSSAAAAAAA! Amei! O peixe veio fresquinho, grelhado, sobre uma cama de arroz de coco. Sobre ele despejaram o caldo com dendê. Ainda veio acompanhado de um pirão delícia e uma farofa espetacular (chamada migalhas Maní). A pimenta era um show à parte. O prato foi a perfeição entre o que se espera de beleza e sabor.


Meu pai comeu um filet mignon com batata e salada de rúcula (adorou). Minha mão pediu o peixe na espuma de tucupi e meu marido pediu o polvo com batatas:



Na sobremesa, meu marido foi no mil folhas com sorvete de framboesa, que apareceu numa leitura bem diferente, e minha mãe pediu o Açaí (com banana e guaraná):



Vou ter que discordar da lista dos 50 melhores restaurantes da revista Restaurant britânica, que colocou o Maní como um dos top 50,  só no que diz respeito ao D.O.M.... Esse, deus que o livre, não me convenceu. Gastamos mais de R$ 1 mil o casal pra comer MAL. PS: Gente, quem viu meu post de NYC entende que a questão não é o preço - o Per Se, que também está na lista, custa mais que o dobro disso, mas vale cada penny.

PS: Pelo amor de tudo que é sagrado - faça reserva antes... É um dos lugares mais cheios e difíceis de se sentar de SP. Eu não fiz algumas vezes e em nenhuma delas havia conseguido sentar. Dessa vez, também não havia feito, mas resolvi tentar. Saí de casa e lá estava eu 12:20 - o restaurante nem tinha aberto ainda (abria 13:00 no domingo) e já era a segunda da lista. A qual apenas é checada no momento de abertura da casa. Em 15 minutos, as mais de 20 pessoas que chegaram já não conseguiram sentar...

PS2: Preço - em 4 pessoas, com couvert, entradinha, principal, sobremesa, café e bebidas (nada de vinho, só sucos e 4 cervejas), a conta, com serviço, ficou cerca de R$ 690,00.

PS3: O site é ManiManioca.com.br - Mani é o restaurante em si e Manioca a casa de eventos ao lado (muitos pais estão optando por fazer festas infantis lá - o ambiente é todo de tijolinho, com muito verde). Apesar de restrita pelo tamanho (no site falam que esse tipo de festa comporta 70 adultos e 30 crianças) faz muito sucesso pelo pé de jabuticaba e pelo menu com chef e tudo para os mirins. Tirei uma foto do espaço do próprio site:


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

NOVO - Antiquarius Grill em São Paulo.

A casa é uma releitura da anterior (Antiquarius) com um toque mais moderno e mais simples (inclusive no preço), mas que mesmo assim é digna de nota. Como a outra, fica na Alameda Lorena, mas entre a Casa Branca e a Peixoto Gomide, no número 1040.

O couvert continua na mesma direção - pães e patês, acompanhados de queijo derretido e mini salgadinhos (croquete, bolinho de bacalhau e risole de camarão). 


O ambiente realmente é mais clean e moderno, com espaço entre as mesas e pé direito alto. Mas ainda assim muito refinado (fotos do Facebook do Antiquarius Grill):



Bom, o sommelier nos ajudou na escolha de um vinho português excelente (Roquete & Cazes).

Na hora do principal, as 3 mulheres presentes pediram o exato mesmo prato: bacalhau com polvo e aspargos! Trata-se de uma posta de bacalhau assada no azeite e alho com polvo, coberta de vôngoles, acompanhando têm batata e aspargos. HUMMMMM! Muito bom!!! Quem pediu o arroz de mariscos não se arrependeu e só meu marido que foi nas plumas de porco não achou muita coisa do prato.


De sobremesa, escolhi o toucinho do céu (típico doce português de gemas com amêndoas), mas que eu não achei tão bom assim (ainda prefiro o do A bela Sintra).


O Wagner, um dos proprietário, estava presente e foi a todas as mesas se certificar sobre o atendimento.

A conta: em 3 casais, com 2 garrafas de vinho de mais de R$ 300,00, a conta saiu cerca de R$ 1.600,00, ou seja, cerca de R$ 565, por casal.


terça-feira, 5 de agosto de 2014

Buenos Aires II - Restaurantes.

Bom, gente. Já publiquei sobre os hotéis aqui e contei que foi um passeio de apenas 4 dias, então não deu tempo de conhecer todossss os points gastronômicos. Mas deu para ter uma boa idéia do tipo de culinária local e de bons, se não alguns dos melhores, restaurantes de Buenos Aires.

Em resumo: de carnes, conhecemos O Estilo Campo e o Cabaña Las Lillas em Puerto Madero e o La Cabrera em Palermo (o melhor sem competição foi o La Cabrera). Deixei de ir por falta de tempo ao Don Julio e El Pobre Luis. Já mais chiquezinho, fui ao El Bistro, no Faena, em Puerto Madero (SENSACIONAL) e deixei de ir ao Chila, também por falta de tempo (é um restaurante de menu degustação, todo in, muito recomendado). Por acaso, almocei no Munich, ao passear pela Recoleta (ok, mas nada de mais).

Em Puerto Madero, fui ao Estilo Campo e ao Cabaña Las Lillas, que distam 2km:

Foto extraída de simulação no GoogleMaps.

O Estilo Campo fica na Avenida Alicia M. de Justo, 1840 e é um restaurante com foco em carnes. É bem grande e típico, tendo vista do canal se sentar na varanda (linda tanto à noite como durante o dia, então, se puder, reserve uma mesa perto do vidro):

Salão principal - Interior - foto retirada do site do restaurante.

Varanda - foto retirada do site do restaurante.

Meu marido que já freqüentou muito a cidade, queria porque queria comer o cabrito assado deles. Então lá fomos nós e, para nossa surpresa, percebemos apenas a presença de um único casal brasileiro no ambiente, e levados por um casal argentino.

Levamos o pequeno ao jantar, e eles tinham cadeirão e papel com giz de cera. Pedimos um franguinho com fritas pra ele que estava bem gostoso. Para nós, comemos riñones de entrada (rins mesmo) e dividimos um cabrito (gente, as carnes são imensas na Argentina e geralmente é bem possível dividir). Estava uma delícia!!! E, de sobremesa, pedi um petit gateau de doce de leite com sorvete de banana! Muito bom!!! Conta: cerca de 700 pesos (USD 100 mais ou menos pelo cambio oficial de 1 pra 7 ou 8 - mas há quem troque o dólar lá perto da Galeria Pacífico mais ou menos entre 10 e 12 pesos).




O Cabaña las Lillas é do pessoal do Rubaiyat daqui. Fica na Avenida Alicia M. de Justo, 516. E deus, vá preparada: só tem brasileiros!!! Só. Mas a carne é bem saborosa. E eles são bem armados para receber crianças. Nesse dia, fui almoçar sozinha com meu filho de 2,5 anos, já que meu marido afinal precisava trabalhar um pouco e cumprir o objetivo da viagem. Dispõem de cardápio infantil (menu kids) e são muito atenciosos (deram balão de hélio, quebra-cabeças, etc.). O restaurante também tem vista do canal e é possível sentar na varanda. É a mesma faixa de preço do Estilo Campos que falei acima. A carne é boa (comi bife de tira), mas nada espetacular. PS: como estava sozinha, não deu tempo de tirar uma única foto!!!rs A que segue abaixo foi extraída do site Destemperados:



Já o La Cabrera, que fica em Palermo na Rua José Antonio Cabrera, 5099 (meio longinho se for ficar em Puerto Madero ou Recoleta) é de delirar! E também, cheioooo de brasileiros. Se for chegar para almoçar depois das 12:30, nem vá sem reserva (chegamos esse horário e demoramos 40 minutos para conseguir uma mesa).

Você escolhe a carne e ela vem acompanhada de diversos potinhos coloridos à sua escolha e sem limite: tem saladinha, milho, conserva de alcachofra, cogumelos, creme de abóbora, creme de espinafre, arroz temperado, e mais um monte de coisas. Eu pedi uma carne MÉDIA e quase morri com o tamanho (com certeza a média e a grande dão para dividir tranquilamente). E meu marido pediu outra (ou seja, um banquete de carnes...). Além de tudo, o ambiente é todo gracinha. Encantei com o restaurante:

Couvert. 
 Minha escolha de carne e os tais potinhos de acompanhamento.
 Mais potinhos e a carne do marido.
 O ambiente.
 Nosso garçom!

Ambas as fotos acima: ambiente visto por foto do site do restaurante.

Na Recoleta acabamos parando para almoçar no Munich na Rua Roberto M. Ortiz, 1871. É um restaurante bem típico, cheio de animais empalhados. Não vi brasileiros. A comida é boa, mas nada espetacular também:


Uma vez vi numa revista um salão todo branco, cheio de unicórnios saindo pelas paredes. Achei surreal e aquela imagem me marcou.

Foto do site do hotel.

Descobri depois de um tempo que esse era um dos restaurantes do Hotel Faena, chamado El Bistro!!! Foi o primeiro que reservei. E, nossa, que acerto. A comida era sensacional! Espetacular. O ambiente, o atendimento. Desde a indicação de vinho (um Terrazas Malbec de reserva especial excelente!), até a indicação de azeite (chamado Bravo - realmente muito bom!).


Fomos recebidos com um creme de abóbora do chefe. Depois, escolhi o steak tartare que estava divino e meu marido foi no prato "carnaval" de camarão (amou!). De principal, fui de carne de porco, com quinoa e acelga (delirei!) e meu marido escolheu o coelho (o meu estava melhor, mas o dele também estava ótimo!). Escolhi uma sobremesa com doce de leite de morrer!!! A conta: bom, com entrada, principal, sobremesa, vinho, couvert e café, a conta saiu cerca de 2 mil pesos (USD 250-270 no câmbio oficial).

 Creme de abóbora.

 Steak Tartare.

 Entrada Carnaval, com detalhe do meu filho dormindo no carrinho ao lado.

 Porco com quinoa.

Coelho. 

Sobremesa de doce de leite.

E aí? Alguém tem mais alguma dica? Conheceram outro restaurante interessante por Buenos Aires? Não deixem de me contar!


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Buenos Aires I - Melhores hotéis - Hotel Faena.

Há quem diga que hotel é só para dormir, e que não vale o investimento em uma viagem. E cada um tem direito à sua opinião, mas eu acho que um ambiente gostoso, localização apropriada e uma gama de serviços que se adapte ao seu estilo são essenciais para tornar qualquer viagem mais gostosa. De verdade.

Pensando nisso, para a viagem de 4 dias em Buenos Aires considerei os seguintes hotéis: Faena, Alvear Palace e Palácio Duhau (Park Hyatt). 

São todos hotéis de luxo e 5 estrelas e tanto o Alvear quanto o Duhau são no estilo bem clássico, sendo o Faena o mais contemporâneo. Abaixo, uma fotinho da fachada de cada um:

Faena.

Alvear Palace.

Palacio Duhau.

Alvear e Duhau ficam na Recoleta (bairro bem tradicional, com as melhores lojas - a Hermès fica na esquina com o Alvear - e bons restaurantes) e o Faena fica em Puerto Madero (bairro mais moderno, uma ilha com antigos armazéns de porto que foi remodelada - a vista é linda, tem muito onde se passear a pé e ainda tem excelentes restaurantes):

Imagem extraída de consulta ao Google Maps.

Como vocês sabem, tenho um filho pequeno, com dois anos e meio. Então, a escolha do local sempre leva em consideração para mim onde é mais tranquilo ficar e o entreter. Nesse caso, optei por Puerto Madero.

Além disso, o Faena tem uma boa seleção de restaurantes e um show de tango sensacional (El Rojo Tango). Como fui sem babá, quanto menos precisasse me locomover à noite, seria melhor. Além disso, no dia do tango deixaria meu filho com a babysitter do hotel, e preferia estar por perto em caso de urgência.

Ah, e foi decorado pelo Philippe Starck!!! Confesso que nunca achei que unicórnios saindo das paredes do restaurante todo branco ou cadeiras de ganso rococó fossem embelezar o ambiente. Mas me enganei: é tudo lindo e de extremo bom gosto.

O hall de entrada que dá acesso aos restaurantes e à recepção do hotel.

Superior Skyline View (6o andar).

Gente, esqueci de tirar as fotos logo que entrei no quarto - depois disso quarto com criança nunca mais é o mesmo...

Quarto com banheiro fechado pelas cortinas - OMG, sorry pela bagunça!!!

Quarto com banheiro com cortinas abertas!!!


Café da manhã - Bom, já disse algumas outras vezes aqui que sempre escolho a tarifa do hotel que contemple o café da manhã, pois nas minhas rotinas de viagem com criança, acho bem mais fácil comer antes de sair para um dia de passeios. Assim, evito uma parada (que com pequenos, como tudo, demora bem mais...).

No Faena o café foi uma surpresa! Uma delícia! É um mix de buffet com café continental (eles servem o café, sucos, água e ovos na mesa, mas o restante você mesmo levanta e pega). Isso acontece no restaurante El Mercado, muito charmoso (como tudo por lá). O ambiente é de tijolos de demolição, mesas de madeira e cadeiras douradas estofadas de vermelho. Cheio de cristaleiras recheadas de quadrinhos ou brinquedos, fotos de recortes de jornal. Uma graça!

O buffet conta com tudo... Frios, cereais, sucos, leite, waffles, doces e bolos além de algumas opções quentes, como salsichas e bacon. Só os pães que não são lá essas coisas (eles comem croissant doce e não tem pães que lembrem o pão italiano, uma baguette ou o nosso de padaria ou o português - têm algumas opções de pães de fatia e algo semelhante ao muffin inglês).





PS: E vocês, conhecem algum dos outros hotéis? Tiveram alguma outra experiência de hospedagem com crianças por lá?

Nos próximos posts vou contar o que pesquisei para fazer com crianças por lá e opções de restaurantes e shows que eu fui e aprovei!